domingo, 25 de julho de 2010

BOLSAS A PAIXÃO DA MULHERADA!!!


Falar que mulher adora bolsas não é novidade para ninguém...
E se eu disser que estas da fotografia são da minha filha... também não, não é?
E se eu disser que ela tem somente 3 anos...
O que muda?
Mulheres são apaixonadas por bolsas.
Paixão que cresce juntamente com o mercado e a criatividade dos designers. Mesmo em tempos de consciência ecológica, o público classe A ainda prefere materiais animais, como pele de cobra píton. O designer mineiro Rogério Lima faz questão de trabalhar com peles certificadas pelo Ibama. Em sua linha, uma bolsa de píton pode chegar a R$ 4.600. Produtos de couro de outros animais, como boi, também são duráveis e não caem da moda. Segundo o empresário, que exporta para Japão, Grécia, França, Canadá e Dubai, o mercado brasileiro está em expansão, mas ainda levará tempo para nossa indústria alcançar a tradição francesa, que, para ele, dita moda em acessórios.

Quantas bolsas tem, em média, uma mulher sofisticada?
No mínimo, 20. Às vezes, a consumidora da classe A tem o mesmo modelo com cores diferentes. Mulheres trocam de bolsa como trocam de roupa. A paixão pelo complemento vem aumentando por causa da criatividade dos designers.

Existe tendência?
Bolsas são atemporais e tudo que é necessidade vira moda. A mulher moderna estuda, trabalha, faz academia e tem de estar preparada para o que der e vier. Por isso, precisa de uma peça grande.

A cor da bolsa deve combinar ou destoar do visual?
Deve destoar da roupa. A mulher pode brincar com cores extravagantes, principalmente na primavera e no verão. Como a brasileira adora cor, a bolsa menos vendida é a preta, mesmo nas linhas clássicas, nas quais os destaques são vermelho e nude.

O sapato deve combinar com a bolsa?
Prefiro que não. O tom pode ser neutro no calçado e extravagante na bolsa ou vice-versa. A mulher moderna não tem preocupação de combinar.

Qual é a importância da bolsa no look?
É complemento. A pessoa pode combinar calça mais barata no dia a dia com acessório bacana, de marca, e estará superelegante.

O público classe A tem preferência?
Bolsas com couro de píton (cobra), que são menos acessíveis. Uma de 50 cm x 30 cm custa a partir de R$ 3.500. A mesma bolsa, eu venderia por R$ 1.200 se fosse de boi.

Qual é a dificuldade de trabalhar a pele de cobra?
Não é qualquer empresa que consegue comprar e trabalhar com pele de píton, que é estreita e de largura irregular. É preciso ter cuidado nas emendas. O metro linear chega a R$ 400. Para fazer bolsa, uso três metros. Se fosse de boi, usaria um metro, que custa R$ 60.

Em tempos de escolhas ecologicamente corretas, como o consumidor tem reagido ao uso de couro animal?
Eu só trabalho com peles certificadas pelo Ibama. Na nota de compra da bolsa consta o número do certificado. Clientes classe A têm mais consciência desse processo.

Quais são os materiais mais procurados?
Couros porque são nobres e duradouros. Além do píton, que é importado, geralmente da Malásia, existem outros. O de cabra, que vem do Nordeste, e tem pele macia. O de mestiço (bezerro) é semelhante ao da cabra, porém mais liso. O de boi é o mais versátil.

Por quê?
Por ser grosso, pode ser dividido com laminadora. A parte de cima é mais nobre e a de baixo geralmente é utilizada em materiais de segurança. O couro pode ser estampado com qualquer tipo de desenho, como estilo jacaré ou cobra.

O mercado de bolsas está em crescimento?
Cresceu muito nos últimos três anos. Só não é melhor no Brasil por causa da China, cujas bolsas sintéticas pegam nicho classe C. Elas são vendidas com preços bem abaixo do produto brasileiro.

Falsificação atrapalha o mercado original?
Muito. É uma economia informal que não emprega com carteira assinada, não gera impostos e abre concorrência. Há dois segmentos para esse produto. A pessoa que quer seguir moda, mas não entende ou não tem dinheiro para comprar o original. O outro é o que tem dinheiro, mas dó de gastar.

Como está a demanda pelo produto brasileiro?
Bem aquecida. Prefiro vender internamente do que exportar, porque nosso mercado está crescendo. Minha empresa cresce de 20% a 30% ao ano. O número só não é maior por falta de mão de obra qualificada. O produto brasileiro é autoral e começa a ter visibilidade lá fora.

Quais tipos de bolsa nunca cairão de moda?
As de couro.

Texto Revista Dia a Dia.

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